Feira Laica

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+ fotos FL verão 2006

In exposições, LAICA VERÃO on Junho 25, 2006 at 10:15 am

4ª Feira Laica (Bedeteca de Lisboa; 2006)

expo “Tenho visto Carteiristas” (4ª Feira Laica, Bedeteca de Lisboa; 2006)
expo “Tenho visto Carteiristas” (4ª Feira Laica, Bedeteca de Lisboa; 2006)

mural de André Lemos (4ª Feira Laica, Bedeteca de Lisboa; 2006)

expo All Girlzine (4ª Feira Laica, Bedeteca de Lisboa; 2006)

Fotos de Vitor Pais / CML

4ª Feira Laica / Julho 2006 / Bedeteca de Lisboa

In LAICA VERÃO, Música on Junho 24, 2006 at 5:23 pm

Cartaz de José Feitor

O grande destaque desta edição foi “a maior feira de edição independente de sempre” acompanhada da exposição colectiva de artes gráficas «Tenho Visto Carteiristas». Nesta feira os livros e discos em segunda mão tiveram a sua maior representação de sempre, enquanto que o artesanato marcou presença com uma mostra mais pequena mas mais diversificada.
As novidades nesta edição foram a programação infantil e música a cargo do Samizdata Club.

Na sala de exposições, duas mostras colectivas: “Tenho visto carteiristas”, que permite lançar um olhar furtivo sobre o trabalho de mais de duas dezenas de ilustradores nacionais; e “All Girlzine”, a afirmação de um lobby no universo da banda desenhada portuguesa.

Estiveram representadas na feira as seguintes entidades: Associação Chili Com Carne, MMMNNNRRRG, Imprensa Canalha, Opuntia Books, El Pep, zine Gatafunho, colectivo A Mula, Geraldes Lino, Succedâneo, zine Aqui no canto, colectivo Extratus, All Girl-zine, jornal Coice de Mula, atelier Toupeira / Bedeteca de Beja, revistas Blazt e Sketchbook, Montesinos, Hiena, Mariposa Azual, Círculo de Abuso, &tc, Íman, Atelier Mike Goes West, BdJornal, Conflito Estético, Edite, Nouvelle Librarie Françaice, Thisco, Variz, Base, Filipe Leote, Méchanosphère, Some Farwest Noizes, You are not stealing Records, Let’s go to War, Bor Land, Matarroa, Soopa, Plancton Music e Raging Planet.

Oferta das revistas Cânhamo e Entulho Informativo.

Lançamentos: All Girlzine #1 (Daniel Maia); Animalia de Frederico {4 Anos/4 Years Old) (Opuntia Books) , Aquinocantinho – o primeiro zine para crianças(?) de João Rubim; BdJornal #13 (Pedranocharco); Edite #2 (Edite); Gatafunho #3; Sketchbook #3 (Império Nono); Shape your shade [Cinetiks (Fr) + Celestial Dragon (Hk) + Thisco (Pt)] de Spies under Von Magnet Influence; Born from ashes (Raging Planet) de CineMuerte; serigrafias de André Lemos, Edgar Raposo e Bruno Borges, série Comércio tradicional do Atelier Mike Goes West.

Feira de Artesanato Urbano: Mil e Uma Coisas, Luísa Baptista, Patrícia Raposo, Teresa Mealha, Amores de Tóquio, Fio-me, colectivo Unika, Morgy, Dina Piçarra, Liliana Maia, colectivo Colectivo e Ana Menezes.

flyers de Jucifer

Última hora:
No auditório da Bedeteca: 16h – Apresentação da nova série do BdJornal, por Jorge Machado-Dias; 16h30 – Sessão de autógrafos dos autores de “Virgin’s Trip”: Pepedelrey, JCoelho, Lacas e Rui Gamito; 17h30 – Sessão de autógrafos de Rafael Dionísio; 18h – Sessão de autógrafos do colectivo Império Nono: Nikolai Nekh, Raquel Laranjo, Gabriel Evangelista e Daniel Maia; 19h – Apresentação do projecto Edite e lançamento do Edite #2, por Ana Sabino Domingues, Sofia Mota e Joana Silva.

O Samizdata Club participa neste evento com concertos dos seguintes projectos: KATSUMOTO Após ter lançado sobre o pseudónimo Roland Fiege / Nanospeed / Spacetank os albums “Kopernicus” (STRIKE007), “Membram Tracks 1-4” (STRIKE013) e “Membram Tracks 5-8” (STRIKE018) pelo selo alemão Shitkatapult, Fernando Fonseca começou a explorar os caminhos do minimal puro lançando pelo selo alemo Source-Code o longa-duração “molo domo moto” (SC004). A este projecto decidiu chamar “Katsumoto” ou “Vento Local”, baseado na lenda de um Samurai que se torna em um senhor de guerra, continuando assim, uma lógica muito pessoal nos nomes que coloca nos projectos em que está envolvido. (ClarkKENT, Torsion e b1-66ER). Após o lançamento de “molo domo moto”, “Katusmoto” começou a ser convidado para actuar quer como live-act quer como DJ em várias salas de Berlim, inclundo a lendária Tresor bem como o Maria entre outras. Actuando ao lado de artistas como Frank Martiniq, Yen Elek, Kero, Ellen Alien ou Lontano em clubes, quer na Alemanha quer em países como Holanda, Espanha e Suiça o produtor português mudou-se para Barcelona onde o seu som foi ouvido no Sonar de 2004 e 2005 bem como em festivais como Sonde Monde und Sterne, FIB, Electrosplash, etc. Em Espanha “Katsumoto” assegurou residências, que ainda mantem, no Bar Zentraus em Barcelona e no Club Bigornia em Valencia. Motivos familiares ditaram o regresso de Fernando Fonseca a Lisboa, no ano de 2006, continuando a preparar o novo album a sair pela selo alemão Source-Code em Junho, e realizando quer live-acts quer sessões de Dj, em diversos locais em Portugal. O som de “Katsumoto” não se consegue definir em termos simples pois o som continua a evoluir medida que as diversas influências diárias entram no mundo do produtor tendo-lhe Phillipe Petit, do selo Bip-Hop, chamado de “um mimimal que electro e um electro que minimal”. As suas sessões de Dj são marcadas pelo uso do seu inseparável Laptop, um uso cuidado de loops e efeitos e por sonoridades que podem partida ser estranhas ao público mas que as cativa fácilmente. BEEPER Arquitecto de formação, Bruno Mendes é o homem por trás do pseudónimo Beeper e produtor de sonoridades que são o resultado de uma complexa e desconcertante arquitectura sonora, feita de ritmos oblíquos e melodias assimétricas que acabam por se conjugar num todo coerente e funcional. Trabalhando a partir do laptop, Beeper cruza influências várias e referências dispersas, manipulando cuidadosamente loops e samples aparentemente desconexos que, umas vezes, colidem ruidosamente e, outras voezes, se entrelaçam com inesperada ternura. O trabalho de Beeper é música de cidades com vista para paisagens verdejantes e com o pensamento em horizontes amplos [o mar?]. Urb Músico e produtor profissional, Miguel Urbano explora há vários anos as potencialidades das novas ferramentas de produção e edição musical no âmbito da música electrónica no seu projecto a solo Urb. Genericamente, a música de Urb poderá incluir-se no vasto leque da IDM [intelligent dance music], com piscadelas de olho ao experimentalismo por via de intrincadas teias rítmico-melódicas e um pé na pista de dança por via das batidas contagiantes que vão surgindo nos seus temas. Partindo das melhores experiências electrónicas desenvolvidas nos anos 90, os temas de Urb absorvem algumas linguagens em expansão nos anos mais recentes e desenvolvem-se com base num trabalho de “corte e costura” ao nível da mais requintada e inventiva alta-costura musical. Urb é sinónimo de experimentalismo elegante e dançável.

EXPOSIÇÕES:

Tenho visto carteiristas: «Verão em Lisboa: os nativos dão graças pela acalmia reinante, possível pela debandada em massa dos banhistas para o reino dos algarves, enquanto pela cidade pululam turistas, ávidos de sol e do exotismo português, de máquina a tiracolo e a descontracção própria de quem se ri do custo de vida dos locais. É neste contexto que se movem os dois grupos profissionais mais interessante da cidade: os carteiristas e os operários gráficos. Os primeiros circulam geralmente em pares ou trios, de fatiota aprumada para não dar nas vistas, o jornal ou o casaco a ocultar a mãozinha marota e ligeira, que rapidamente avalia o peso das bolsas dos cámones mais incautos. Há quem diga que são pagos pelo Turismo para não defraudar os visitantes no que toca ao lado pitoresco e típico da cidade, mas as corporações e confrarias do mester repudiam veementemente tal calúnia, insultuosa para o brio profissional dos meliantes.
Os operários gráficos, esses, são ainda mais subtis: juntam-se aos bandos em tascas dos Anjos, onde conspiram futuras provocações; criam material para exposições com nomes bizarros, como “Zurzir o Gigante” ou “orPugatl”; fazem bonecos para publicações de fraca tiragem e carácter legal duvidoso, patrocinadas por projectos com nomes ainda mais improváveis, como Opuntia Books ou Imprensa Canalha.
Nesta exposição a actividade dos operários gráficos estará patente no seu esplendor. Quanto aos carteiristas, esperemos que não apareçam…» – texto de José Feitor

All Girlzine Foi lançado o primeiro número da revista All-Girlzine, que tem a particularidade de ser integralmente preenchida com trabalhos de autoras nacionais, para “mostrar que, embora faltem produções, não faltam artistas femininas na área, nem são as suas propostas desprovidas de mérito”, explica o autor de bd, Daniel Maia, responsável do projecto. Serve este lançamento como pretexto para uma exposição inserida na Feira Laica.

As exposições ficarão patentes até 24 de Julho de 2006 na sala de exposições da Bedeteca de Lisboa. Horário: 2ª/6ª, das 10h às 15h30.

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