Feira Laica

Lusa Laica

In LAICA NATAL on Dezembro 14, 2012 at 11:55 am

Chega ao fim a Feira Laica

por Agência Lusa

 

A Feira Laica, um dos maiores encontros dedicados à produção de arte independente, chega ao fim no fim-de-semana, com a última edição em Lisboa, possivelmente a maior de sempre, disse à Lusa um dos fundadores.

“É bem capaz de ter a maior participação de sempre, sobretudo no que toca a convidados estrangeiros”, explicou Marcos Farrajota a propósito da 21ª Feira Laica, que decorrerá no sábado e no domingo na Estação Elevatória a Vapor dos Barbadinhos, em Lisboa.

A Feira Laica, que acontece duas vezes por ano em Lisboa desde 2004 – e com edições ocasionais noutros pontos do país – é o mais regular espaço de divulgação e venda de arte independente, música, banda desenhada, fanzines, ilustração, artes gráficas, artesanato.

No evento foram marcando presença pequenas editoras, projetos de artistas em nome próprio ou em coletivo, como a Associação Chili Com Carne, a editora Cafetra Records, o Grupo Entropia, a Imprensa Canalha, a Nicotina Zine, a Opuntia Books, a Serrote.

Marcos Farrajota e José Feitor, os dois mentores da Feira Laica, assumiram algum desgaste em fazer tantas edições e temiam cair na rotina.

“Isto foi sempre feito de forma orgânica para uma imensa minoria; percebemos que havia um público na música, um público na banda desenhada, no grafismo, nos filmes de animação, que se foi congregando na Feira. De alguma forma não se encaixavam em mais lado nenhum, mas não eram nem proscritos nem marginais”, explicou Marcos Farrajota, editor da Chili com Carne.

Ao longo de dois dias, na Estação Elevatória a Vapor dos Barbadinhos (um dos núcleos do Museu da Água) haverá exposições, projeção de filmes, ateliers para crianças, concertos e muitos espaços de venda de arte portugueses e estrangeiros em primeira e segunda mão.

Da produção estrangeira estarão presentes, por exemplo a revista zone 5300, da Holanda e a Zulo Azul, de Espanha.

Ao longo destes oito anos, Marcos Farrajota nota bastantes diferenças na aproximação à Feira Laica.

“Nunca vi tantos editores novos, há uma nova geração. Há uns anos parecíamos sempre os mesmos, mas parece-me que há sangue novo, possivelmente porque houve uma falha dos meios tradicionais e procuram novas formas de edição; também é mais fácil imprimir e gravar”, constatou.

Na Feira Laica poderão ver “produção de arte que de outra forma se calhar estaria escondida”, disse.

Quanto à hipótese da Feira Laica ter continuidade com outros organizadores, Marcos Farrajota não faz futurologia, mas espera que aconteça, para dar visibilidade ao que se faz em Portugal de forma independente.

A programação e a lista de participantes nesta derradeira Feira Laica pode ser consultado em https://feiralaica.wordpress.com/21laica/.

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